sábado, 28 de janeiro de 2012

AGROTÓXICOS

Cinco esclarecimentos sobre agrotóxicos, alimentos orgânicos e agroecológicos

Sex, 27 de Janeiro de 2012 19:10
Na primeira semana de 2012, veículos da mídia de grande circulação divulgaram informações parciais e incorretas sobre o uso de pesticidas nos alimentos.

Nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, contestamos essas informações e, com base no conhecimento de diversos cientistas, agrônomos, produtores e distribuidores de alimentos orgânicos, aproveitamos essa oportunidade para dialogar com a sociedade e apresentar nossos argumentos a favor dos alimentos sem venenos.

1 - O nome correto é agrotóxico ou pesticida e não “defensivo agrícola”.

Como afirma a engenheira agrônoma Flavia Londres: “A própria legislação sobre a matéria refere-se aos produtos como agrotóxicos.” E o engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral complementa: “Mundialmente o termo utilizado é ‘pesticida’. Não conheço outro país que adote o termo ‘defensivo agrícola”.

2 - O nível de resíduos químicos contido nos alimentos comercializados no Brasil é muito preocupante e requer providências imediatas devido aos sérios impactos que gera na saúde da população.

Voltamos a palavra à engenheira agrônoma Flavia Londres: “A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa. Os entrevistados na matéria são conhecidos defensores dos venenos agrícolas, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo. Os limites ‘aceitáveis’ no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa – isso pra não dizer que aqui ainda se usam produtos já proibidos em quase todo o mundo”.

O engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral nos traz outra informação igualmente importante: “A matéria induz o leitor a acreditar que não há uso indiscriminado de agrotóxicos no país, quando a realidade é de um grande descontrole na aplicação desses produtos, fato indicado pelo censo do IBGE de 2006 e normalmente constatado a campo por técnicos da extensão rural e por fiscais responsáveis pelo controle do comércio de agrotóxicos”.

3 - Agrotóxicos fazem muito mal à saúde e há estudos científicos importantes que demonstram esse fato.

Com a palavra a Profª Dra. Raquel Rigotto, da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará: “No Brasil, há mais de mil produtos comerciais de agrotóxicos diferentes, que são elaborados a partir de 450 ingredientes ativos, aproximadamente. Os agrotóxicos têm dois grandes grupos de impactos sobre a saúde. O primeiro é o das intoxicações agudas, aquelas que acontecem logo após a exposição ao agrotóxico, de período curto, mas de concentração elevada. O segundo grande grupo de impactos dos agrotóxicos sobre a saúde é o dos chamados efeitos crônicos, que são muito ampliados. Temos o que se chama de interferentes endócrinos, que é o fato de alguns agrotóxicos conseguirem se comportar como se fossem o hormônio feminino ou masculino dentro do nosso corpo; enganam os receptores das células para que aceitem uma mensagem deles. Com isso, se desencadeia uma série de alterações – inclusive má formação congênita; e hoje está provado que pode ter a ver com esses interferentes endócrinos. Pode ter a ver com os cânceres de tireóide, pois implica no metabolismo. E cada vez temos visto mais câncer de tireóide em jovens. Pode ter a ver com câncer de mama. E também leucemias, nos linfomas. Tem alguns agrotóxicos que já são comprovadamente carcinogênicos.Também existem problemas hepáticos relacionados aos agrotóxicos. A maioria deles é metabolizada no fígado, que é como o laboratório químico do nosso corpo. E há também um grupo importante de alterações neurocomportamentais relacionadas aos agrotóxicos, que vão desde a hiperatividade em crianças até o suicídio.”

De acordo com o relatório final aprovado na subcomissão da Câmara dos Deputados que analisa o impacto dos agrotóxicos no país (criada no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Saúde), há realmente uma “forte correlação” entre o aumento da incidência de câncer e o uso desses produtos. O trabalho aponta situações reais observadas em cidades brasileiras. Em Unaí (MG), por exemplo, cidade com alta concentração do agronegócio, há ocorrências de 1.260 novos casos da doença por ano para cada 100 mil habitantes, quando a incidência média mundial encontra-se em 600 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

Como afirma o relator, deputado Padre João (PT-MG), “Diversos estudos científicos indicam estreita associação entre a exposição a agrotóxicos e o surgimento de diferentes tipos de tumores malignos. Eu concluo o relatório não tendo dúvida nenhuma do nexo causal do agrotóxico com uma série de doenças, inclusive o câncer”, sustenta. Fonte: Globo Rural On-line, 30/11/2011.

4 - Não é possível eliminar os agrotóxicos lavando ou descascando os alimentos já que eles se infiltram no interior da planta e na polpa dos alimentos.

A única maneira de ficar livre dos agrotóxicos é consumir alimentos orgânicos e agroecológicos. Não adianta lavar os alimentos contaminados com agrotóxicos com água e sabão ou mergulhá-los em solução de água sanitária ou, mesmo, cozinhá-los. Os resíduos do veneno continuarão presentes e serão ingeridos durante as refeições.

Além disso é importante lembrar que o uso exagerado de agrotóxicos também faz com que estes resíduos estejam presentes nos alimentos já industrializados, portanto, a melhor forma de não consumir alimentos contaminados com agrotóxicos, é eliminar a sua utilização

5 - Os orgânicos não apresentam riscos maiores de intoxicação por bactérias, como a salmonela e a Escherichia coli.

Segundo a engenheira agrônoma Flávia Londres: “Ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos– que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento”.

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida recomenda o documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler, totalmente disponível no site da campanha (www.contraosagrotoxicos.org) bem como todos os materiais disponíveis na página.

Participe você também nos diferentes comitês da campanha organizados nos diversos estados do Brasil, para maiores contatos envie e-mail para contraosagrotoxicos@gmail.com

Fonte:
http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php/noticias/campanha/89-cinco-esclarecimentos-sobre-agrotoxicos-alimentos-organicos-e-agroecologicos

FBB divulga edital para construção de 60 mil cisternas de placa

27/01/2012

A ASA divulga edital lançado, hoje (27), pela Fundação Banco do Brasil (FBB) que prevê o credenciamento de organizações da sociedade civil para a implantação de 60 mil cisternas de placa de 16 mil litros de água em oito estados do Semiárido. As propostas das organizações interessadas devem ser encaminhadas à FBB até o dia 27 de fevereiro e os contratos devem ser firmados já na primeira semana de março. O prazo de execução dos contratos é de doze meses.

No dia 29 de dezembro, a Associação Um Milhão de Cisternas (AP1MC) – personalidade jurídica da ASA - e a FBB firmaram convênio, em Brasília, para contratação da Associação na gestão da ação. “Vamos capacitar as organizações selecionadas no edital para que trabalhem com a metodologia desenvolvida pela ASA, envolvendo as famílias no processo e estimulando a organização política das comunidades rurais”, destaca o coordenador do Programa Um Milhão de Cisternas, Jean Carlos Medeiros.

A iniciativa para implementação das cisternas de placa faz parte do Programa Água para Todos, instituído pelo Decreto 7.535 de 26.07.2011, e é uma das ações do Plano Brasil sem Miséria. O Programa tem como meta a promoção do acesso à água potável, para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar. Uma das principais ações previstas é a reaplicação da Tecnologia Social Cisterna de Placas, construída para armazenar águas pluviais. O público alvo da ação envolve 750 mil famílias de baixa renda, situadas na zona rural do Semiárido, sem acesso ao fornecimento de água e agrupadas em um total de 181 microrregiões. O Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil participam do Programa com a reaplicação da tecnologia social em 40 microrregiões.

Clique aqui para ter acesso ao edital da FBB

Com informações da FBB

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_NOTICIA=7199


Observação: Por que não articulamos uma política semelhante aqui para a Fronteira??? Abraços, Eridiane

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AGROTÓXICOS

Anvisa quer proibir uso de dois agrotóxicos que fazem mal à saúde

Publicado em 24/01/2012



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer proibir o uso de dois agrotóxicos no país. A agência abriu ontem (23/01/12) consulta pública propondo banir o parationa metílica e o forato do mercado brasileiro.

Segundo a Anvisa, estudos científicos mostram que as substâncias fazem mal à saúde. O parationa causa problemas no sistema endócrino, transtornos psiquiátricos e afeta o desenvolvimento do embrião e do feto na gravidez. O inseticida é usado no controle de pragas nas plantações de algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo.

O forato aumenta o risco de diabetes na gestação e atinge o sistema respiratório, podendo levar à morte com a exposição a baixas doses. É autorizado para o combate de parasitas e insetos nas lavouras de algodão, amendoim, café, feijão, milho, tomate e trigo.

Os dois produtos já são proibidos na Comunidade Europeia (CE) e utilizados com restrições nos Estados Unidos.

As consultas ficam abertas por dois meses, período em que a população pode opinar sobre o banimento dos agrotóxicos.

As contribuições às Consultas Públicas 8 e 9/2011 podem ser feitas pelo site da
Anvisa ou pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br. Outros canais de participação são o fax (61) 3462-5726 e cartas para o endereço:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Gerência-Geral de Toxicologia/SIA
Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200
CEP 71.205.050 - Brasília/DF

FONTE

Agência Brasil

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

EVENTO

1ª Conferência de Transparência e Controle Social - 1ª ConSocial/Etapa Livramento
Plenário da Câmara de Vereadores de Santana do Livramento/RS
dia 20 de janeiro de 2012, sexta-feira, a partir das 13h

A Comissão Organizadora da Conferência é formada pelos representantes do Poder Executivo Municipal, dos alunos de graduação em gestão pública da UNIPAMPA, e dos alunos de pós-graduação em gestão pública da UFSM.